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sábado, 26 de junho de 2010

Como Facebook arruinou minha carreira

do Universo Estilo



Pensava que nos dias que correm, as pessoas já saberiam o que poderiam compartilhar no Facebook e o que deveriam guardar para você. Mas parece que não é bem assim.

''Nesta situação, o bom senso é bom conselheiro, mas as pessoas deixam levar pelo caráter inovador destes sites e se esquecem que os comentários que publicam podem ter consequências," refere Kerry Ryan, advogado na sociedade Tarlow, Breed, Hart & Rogers, em Boston. Kerry é especialista nos litígios entre empresas e antigos colaboradores e, cada vez mais, depara-se com terríveis situações despoletadas por falta de bom senso online.

Muitas empresas, entre as quais, Cisco, IBM, GM, Wal-Mart e Intel, possuem políticas formais para as redes sociais. De todas as empresas dos EUA com mais de 1000 colaboradores, nos últimos doze meses, 10% avançaram com um processo disciplinar contra os seus colaboradores por terem desobedecido às regras, segundo a Proofpoint (uma empresa de segurança de email e prevenção de perdas de dados de Sunnyvale, na Califórnia). Oito por cento dessas empresas despediram, pelo menos, um colaborador por violações flagrantes dos regulamentos.

''Surgem cada vez mais clientes com problemas relacionados com as redes sociais," afirma Katherine Parker, co-diretora do grupo de assessoria para questões laborais da Proskauer, uma sociedade de advogados internacional.

Fala barato
Um polícial de Atlanta foi despedido após publicar informações delicadas acerca do seu trabalho no Facebook. Entre as suas alegadas fugas de informação estão: informação sobre a sua atual participação num caso de narcotráfico do FBI; informação sobre a altura em que estaria a trabalhar como polícia à paisana; e um desabafo sobre a sua frustração no emprego. A conta do Facebook do polícial era privada, mas isso não impediu o departamento de despedi-lo.

Vaidade sinistra
Um guarda prisional do Nebraska alegadamente vangloriou-se no Facebook, por ter esmagado a cara do recluso contra o chão. Logo de seguida, mais dois guardas prisionais do Nebraska expressaram o seu apoio. O estado decididamente não se deixou impressionar. Os três guardas perderam os seus empregos.

Maus remédios
Treze enfermeiras dos serviços de urgência e outro pessoal do Harrisburg Hospital, na Pensilvânia, foram despedidas após uma acesa conversa de cariz racista no Facebook. Muitas das enfermeiras apresentaram pedidos para receberem subsídios de desemprego; o desfecho do processo ainda não é conhecido. Além disso, também pensam processar o hospital por despedimento ilegal.

A voar com inimigos
A Virgin Atlantic despediu 13 elementos da tripulação após terem expressado opiniões danosas acerca dos padrões de segurança da companhia aérea e terem chamado os passageiros de "chavs" (termo inglês para designar jovens com má educação). Os críticos também defenderam que os aviões estavam cheios de baratas e que a companhia aérea substituiu os seus motores quatro vezes num ano.

Moral em baixo
Dan Leone, funcionário no estádio da equipe de futebol americano dos Philadelphia Eagles, ficou descontente com a decisão da equipe da NFL de permitir que o jogador Brian Dawkins assinasse pelos Denver Broncos. Por isso, Leone desabafou com os seus amigos no Facebook: "O Dan está [palavrão] destroçado por Dawkins ter assinado por Denver … os Eagles são uns atrasados!!!" Posteriormente, acabou por apagar este comentário, mas foi despedido uns dias mais tarde por telefone, pelos Eagles.