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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Casamento: Verdades e Mentiras

do Universo Estilo



Qual a fórmula da felicidade? Poderá o amor durar para sempre?

Numa altura em que o casamento assume inúmeras formas, selecionámos os principais estereótipos da união perfeita.

Saiba quais as vantagens ou armadilhas que cada cenário ideal pode esconder e conheça as estratégias para viver uma relação realmente feliz. Porque, seja qual for o seu caso, a felicidade depende sobretudo de si.

Não passam um minuto um sem o outro

Falso!

É a reação típica do início da relação (vivem um para o outro e nada mais importa) mas será uma boa opção para toda a vida?

''Muito pelo contrário. Cada um tem o seu espaço e tempo individuais e deve respeitar o espaço e tempo do outro. Essa ideia de dois em um, a resultar, refere apenas aos produtos de higiene, não às relações'', afirma a especialista Margarida Vieitez.

Compartilham gostos, paixões e hobbies

Verdadeiro!

É correto, desde que não caiam no exagero. Ocupar o tempo livre com atividades que agradem a ambos é positivo ,mas é também importante que haja lugar para a diferença, autonomia.

''Compartilham muitos gostos, paixões e hobbies, mas aceitam que o outro possua igualmente gostos, paixões e hobbies diferentes dos seus'', disse Margarida Vieitez.

'Quase' nunca discutem

Falso!

É talvez o cenário da harmonia total, mas também o mais irreal. As crises ou situações de conflito são inevitáveis numa relação, a forma de as vivermos é que difere.

''Os casais felizes, por vezes, discutem e sabem que isso é natural e acontece porque são pessoas diferentes, com percepções, interesses, necessidades e preocupações diferentes, mas a relação é sempre mais importante do que o conflito que gera a discussão'', ilustra a especialista.

Têm um relacionamento ótimo com os sogros

Falso!

Há coisas na vida que não se escolhem, mas determinam a nossa felicidade. A família é uma delas e quando se trata da família do parceiro a situação pode se complicar.

''Não é necessário que tenham uma excelente relação. Basta que exista respeito e que os limites e o território do casal, estejam bem definidos'', afirma Margarida.

Sentem realizados a nível sexual

Verdadeiro!

''São casais que investem muito na intimidade, sabem que é uma forma de oxigenar a relação. É na intimidade que se expressam os afetos'', diz Margarida Vieitez.

Ponha o sexo na agenda! Ao contrário do que pensa isso não trará monotonia.

Permitirá reservar momentos para a intimidade e pode até ajudar a criar expectativa, como sucede quando se planeiam as férias.

Têm idades semelhantes

Falso!

Embora, há alguns anos, pesquisadores suecos tenham apontado que a diferença ideal ronda os seis anos, não há consenso nesta matéria. Para alguns o número de filhos é um dado-chave, para outros a estabilidade e segurança na relação justificam as diferenças mais acentuadas.

''Por vezes, existem diferenças não muito significativas, de cinco ou mais anos. No entanto, quando a diferença é muito grande, pode eventualmente refletir na necessidade de uma consciencialização mútua de que se encontram em etapas do ciclo da vida pessoal distintas, para superarem essas mesmas diferenças'', diz.

Falam abertamente sobre tudo

Verdadeiro!

''Sim, esse é o segredo. Falar sobre tudo. Sobre o que sentem, o que não sentem, o que pensam e porque pensam, o que querem, o que não querem e, sobretudo, sobre a relação e sobre o que esperam e estão dispostos a dar, para que ela permaneça'', exalta a mediadora familiar.

De fato, as falhas de comunicação estão muitas vezes na origem das dúvidas ou discussões no casal. Não fale apenas, escute também o seu parceiro.

Trabalham juntos

Falso!

Passar 24 horas por dia juntos. Sonho para uns, pesadelo para outros e realidade para muitos, trabalhar com quem se vive pode ser um duro teste à relação. ''O casal feliz tem atividades diferenciadas e experiências diárias que enriquecem a relação. Trabalhar com a pessoa com quem se escolheu compartilhar a vida pode ser um risco de asfixia da relação. No entanto, existem exceções'', alerta a especialista.

Nunca discutem sobre dinheiro

Verdadeiro!

Não significa que seja um tema tabu, o que revela é que estes casais ''Conseguem perceber que há formas diferentes de encarar a realidade dinheiro, mas encontraram uma solução equilibrada para resolver as questões financeiras'', defende.

Segundo a American Psychological Association, 83 por cento das mulheres preocupa-se com o dinheiro, contra apenas 78 por cento dos homens, uma diferença explicada pela personalidade mas também pelo gosto pelo risco associado ao sexo masculino. Compartilhar receios, aspirações e definir planos comuns para a gestão do capital é o passo a seguir.

Vivem um Cotidiano sem rotina

Falso!

Valorize os rituais que beneficiam a sua relação, mente e até o seu corpo. Sabia que o casamento duplica o risco de excesso de peso? Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte apontam o dedo à vida sedentária que os casais adoptam. Seja dinâmica, resgate o seu parceiro do sofá e aproveite o dia.

Demonstram publicamente os afetos

Falso!

Se vê os gestos de carinho em público se engana. ''As pessoas podem ou não demonstrá-los. Tem mais a ver com a forma como encaram a sua intimidade e privacidade'', esclarece a especialista.

Cada casal tem a sua receita de afetos. Está feliz com a sua? Então, não se deixe influenciar pelas estatísticas dos outros.

Estão de sempre de acordo sobre a educação dos filhos

Verdadeiro!

''Sabem que existem questões em que podem não estar de acordo, mas têm como prioridade encontrar as melhores soluções, independentemente de ser a sua verdade a vencer ou a do outro!'', afirma a especialista.

''Percebem que o mais importante é definir o que é melhor para os filhos e fazem cedências'', relata. Adote uma base de princípios comum para transmitir estabilidade às crianças e evite, sobretudo, pô-la em causa diante delas.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Saltos altos podem melhorar vida Sexual

do Universo Estilo


É sabido que os saltos altos tornam uma mulher mais elegante. Mas também é do conhecimento comum que poderão fazer mal à coluna e aos próprios pés, caso a mulher opte em demasia por este tipo de calçado. Cada mulher pesará os prós e contras na hora de se calçar. Mas surge agora um novo argumento a favor dos saltos altos: eles podem melhorar a vida sexual das mulheres.

A novidade vem de Itália, pela voz de uma cientista da Universidade de Verona. Maria Cerruto diz que usar sapatos com saltos de uma altura até sete centímetros pode ajudar a relaxar e a fortalecer os músculos da região pélvica, importantes para a obtenção do orgasmo. A pesquisadora examinou, durante dois anos, 66 mulheres com menos de 50 anos que ainda não estavam na menopausa, com o objectivo de entender a relação existente entre as diferentes partes do corpo e a região pélvica.

Realizados testes com mulheres em pé e paradas, a pesquisadora percebeu que, ao colocar as mulheres num plano inclinado oscilante, que simulava o uso de sapatos de saltos altos, e variando o grau de inclinação, surgiam diferentes tipos de reflexo na região pélvica. O estudo permitiu concluir que os saltos altos podem provocar o relaxamento da musculatura pélvica, levando a uma melhor contracção daquela área.

''Da mesma forma que há ligação entre uma alteração da mandíbula e a postura, do ponto de vista urológico, uma diferente posição do tornozelo pode influenciar a atitude do pavimento pélvico'', explicou Cerruto. Os músculos desta região são conhecidos também como os "músculos do prazer" porque estão directamente envolvidos no orgasmo.

Alto, mas não tanto!

De acordo com a pesquisa, publicada na revista especializada inglesa “European Urology”, o efeito positivo não é maior se o salto for mais alto. Alías, é preciso considerar a relação entre o tamanho do pé e a altura do sapato. ''

O salto não deve ser superior a sete centímetros, isto é, deve haver uma inclinação da articulação de cerca de dez ou 15 graus, porque é preciso que a paciente esteja confortável. Um salto de cerca de quatro ou cinco centímetros seria o ideal, encontrando um meio-termo entre o bem-estar do pavimento pélvico e o da paciente como um todo'', explica Maria Cerruto.

A pesquisadora, de 34 anos de idade, diz que gosta de usar saltos altos. Preocupada com informações, nem sempre comprovadas, que ligavam o uso de sapatos de salto a problemas de saúde, resolveu procurar algo de positivo no uso deste tipo de calçado. ''Até agora avaliámos especificamente a esfera sexual, mas sabemos que o uso do salto pode ter efeitos nesta área (da pélvis), com implicações em tudo que se relaciona com a funcionalidade pélvica, como dor, prazer ou orgasmo. Seguramente influencia, mas não sabemos ainda exatamente em que termos'', conclui.

Segundo a pesquisadora, as mulheres têm alguma dificuldade em fazer exercícios específicos e estimular esta área do corpo. A seu ver, o uso de saltos poderia ser uma solução.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Você gosta de adiar as coisas? Pode ser doença

do Universo Estilo



Não gosta de tomar decisões e faz constantemente tudo o que pode para adiar? E, com as tarefas do Dia a dia, passa o mesmo?

Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.

Até certo ponto é normal mais, quando esta atitude se repete frequentemente, é porque estamos perante um problema chamado procrastinação, ou seja, adiar responsabilidades de forma sistemática. Afeta cerca de 25% da população.

Se costuma usar expressões como 'Amanhã trato disto', 'Tenho de... mas antes vou ler os meus e-mails' ou 'Vou deixar para uma altura melhor'.

Analise por que motivo adia tudo.

Na melhor das hipóteses não se trata da tarefa em si mas da forma como a deve abordar. Não pense que 'tem de...' mas que 'vai fazer...'

Anote as suas tarefas e dê prioridades.

Se não consegue concluir a primeira, passe à seguinte, não fique bloqueado.

Defina um horário.

Respeite a ordem estabelecida e dedique o tempo que definiu para cada tarefa. Se for complicada, divida em subtarefas.

O Mundo da Moda e o Meio Ambiente

do Universo Estilo



Com centenas de coleções despejando novas tendências para o ano que vem, os fashionistas são chamados a pensar no que é que suas botas ou seus jeans têm a ver com o futuro do planeta na exposição Eco-Fashion - Going Green, que o Fashion Institute of Technology (FIT), em Nova York, exibe até 13 de novembro. Ela lembra um aspecto da moda invisível nas passarelas e vitrines: o impacto do seu ciclo de produção no meio ambiente.

Eco-Fashion intercala métodos contemporâneos de moda verde (definida como ética) com práticas usadas desde o século 18. Do item mais antigo em exibição, um longo de brocado feito por volta de 1760, a exemplares de coleções deste ano, são cerca de cem peças de vestuário, acessórios e tecidos escolhidas pela curadoria para tocar em temas como extinção de animais, processos de fabricação e reaproveitamento de tecidos, questões trabalhistas e de saúde relacionadas à moda.

Antes uma mercadoria reverenciada, hoje a roupa é, muitas vezes, tida como descartável. Calcula-se que 4 bilhões de pessoas, a parte dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta que pode gastar dinheiro em moda, consumam 250 bilhões de peças/ano. Um volume impossível de ser sustentado se a fast-fashion continuar prevalecendo sobre qualidade, manufatura e durabilidade. Uma das maneiras mais responsáveis de fazer moda ecológica é a reutilização de tecidos.

No caso de um vestido de seda do acervo do FIT e criado por volta de 1840, seu valor está na seda tecida à mão. Para um terno criado em 1960 pela Cifonelli, famosa alfaiataria europeia, usou-se o avesso de um xale com estampa de caxemira. A transformação de echarpes, suéteres e meias em jaquetas ou vestidos do belga Martin Margiela e do malinês Lamine Kouyaté são exemplos mais recentes do que os franceses chamam de "recup" e os anglófonos definem como "upcycle".

Fibras naturais, principalmente o algodão, são cultivadas com enorme quantidade de químicas - uma das primeiras razões para que a necessidade de mudanças começasse a ser reconhecida nos anos 60. O look "natural" dos hippies era associado a ambientalismo e vários elementos do guarda-roupa paz e amor, como tons terrestres, fibras de cânhamo e patchwork, são protótipos da eco-fashion de hoje.

Mas foi-se o tempo que o figurino verde era na base de túnicas e batas largas de pano cru. É possível produzir moda ecologicamente correta sem sacrificar o estilo. Além do algodão orgânico, tecidos produzidos a partir do bambu - que cresce mais rápido e é mais barato para cultivar que o algodão - e lã orgânica - em substituição à de carneiros submetidos a banhos ou injeções de pesticidas - são preferidos por designers como o norueguês Per Åge Sivertsen, o dinamarquês Peter Ingwersen, a americana Eviana Hartman, ou a inglesa Stella McCartney.

O tingimento, que passou a ser feito com tintas sintéticas em meados do século 19, é um grande colaborador na poluição da água e do ar, causando desde irritação na pele a envenenamento por inalação de pó ou gases. Para evitar esses riscos, Eco-Fashion destaca a tecnologia AirDye, que usa ar em vez de água para fazer o corante penetrar nas fibras. Inspirando-se na antiguidade, quando as cores eram extraídas de plantas e animais, a americana Katie Brierley tingiu a seda de um longo que criou no começo deste ano com corante feito a partir da raiz de garaça, planta da mesma família que o café. E a inglesa Jennifer Ambrose usa ervas para tingir toda a sua linha de lingerie.

Crueldade. Cruel para os animais, o uso do couro natural também é nocivo para os humanos. A pele dos bichos é curtida com cromo, metal pesado que não se decompõe na natureza, e sulfetos altamente tóxicos. Mesmo o sal, usado no processo, não tem filtragem fácil e prejudica o ecossistema. Por sua vez, a opção sintética para o couro é produzida com petroquímicos, que também não são biodegradáveis. Uma alternativa sustentável nesse caso é o couro falso de microfibra com que são fabricados os sapatos da americana Charmoné, por exemplo, que tem parte da sua produção feita no Brasil.

Um longo de brim orgânico plantado na Tunísia da etiqueta Edun, fundada pelo roqueiro Bono, e outro criado pelo brasileiro Carlos Miele, de seda com fuxicos feitos pelas mulheres da Cooperativa de Trabalho Artesanal e de Costura da Rocinha (Coopa-Roca), lembram aspectos menos visíveis no alinhamento da moda com a ética e as questões ambientalistas. É o respeito aos trabalhadores dessa indústria globalizada - do cultivo de fibras ao transporte de peças prontas -, e a valorização de ofícios tradicionais como o de costureiras e bordadeiras.

Para desenvolver um padrão de consumo sem desperdícios, os eco-designers apontam ainda o investimento em alta qualidade e produtos duráveis. Moda ecologicamente correta pode seguir o que aconselhava a estilista italiana Elza Schiaparelli (1890-1973) nos seus 12 mandamentos para as mulheres: "Deve-se comprar pouco e só do melhor ou do mais barato."

com informações da Agência Estado.