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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Saltos altos podem melhorar vida Sexual

do Universo Estilo


É sabido que os saltos altos tornam uma mulher mais elegante. Mas também é do conhecimento comum que poderão fazer mal à coluna e aos próprios pés, caso a mulher opte em demasia por este tipo de calçado. Cada mulher pesará os prós e contras na hora de se calçar. Mas surge agora um novo argumento a favor dos saltos altos: eles podem melhorar a vida sexual das mulheres.

A novidade vem de Itália, pela voz de uma cientista da Universidade de Verona. Maria Cerruto diz que usar sapatos com saltos de uma altura até sete centímetros pode ajudar a relaxar e a fortalecer os músculos da região pélvica, importantes para a obtenção do orgasmo. A pesquisadora examinou, durante dois anos, 66 mulheres com menos de 50 anos que ainda não estavam na menopausa, com o objectivo de entender a relação existente entre as diferentes partes do corpo e a região pélvica.

Realizados testes com mulheres em pé e paradas, a pesquisadora percebeu que, ao colocar as mulheres num plano inclinado oscilante, que simulava o uso de sapatos de saltos altos, e variando o grau de inclinação, surgiam diferentes tipos de reflexo na região pélvica. O estudo permitiu concluir que os saltos altos podem provocar o relaxamento da musculatura pélvica, levando a uma melhor contracção daquela área.

''Da mesma forma que há ligação entre uma alteração da mandíbula e a postura, do ponto de vista urológico, uma diferente posição do tornozelo pode influenciar a atitude do pavimento pélvico'', explicou Cerruto. Os músculos desta região são conhecidos também como os "músculos do prazer" porque estão directamente envolvidos no orgasmo.

Alto, mas não tanto!

De acordo com a pesquisa, publicada na revista especializada inglesa “European Urology”, o efeito positivo não é maior se o salto for mais alto. Alías, é preciso considerar a relação entre o tamanho do pé e a altura do sapato. ''

O salto não deve ser superior a sete centímetros, isto é, deve haver uma inclinação da articulação de cerca de dez ou 15 graus, porque é preciso que a paciente esteja confortável. Um salto de cerca de quatro ou cinco centímetros seria o ideal, encontrando um meio-termo entre o bem-estar do pavimento pélvico e o da paciente como um todo'', explica Maria Cerruto.

A pesquisadora, de 34 anos de idade, diz que gosta de usar saltos altos. Preocupada com informações, nem sempre comprovadas, que ligavam o uso de sapatos de salto a problemas de saúde, resolveu procurar algo de positivo no uso deste tipo de calçado. ''Até agora avaliámos especificamente a esfera sexual, mas sabemos que o uso do salto pode ter efeitos nesta área (da pélvis), com implicações em tudo que se relaciona com a funcionalidade pélvica, como dor, prazer ou orgasmo. Seguramente influencia, mas não sabemos ainda exatamente em que termos'', conclui.

Segundo a pesquisadora, as mulheres têm alguma dificuldade em fazer exercícios específicos e estimular esta área do corpo. A seu ver, o uso de saltos poderia ser uma solução.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Você gosta de adiar as coisas? Pode ser doença

do Universo Estilo



Não gosta de tomar decisões e faz constantemente tudo o que pode para adiar? E, com as tarefas do Dia a dia, passa o mesmo?

Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.

Até certo ponto é normal mais, quando esta atitude se repete frequentemente, é porque estamos perante um problema chamado procrastinação, ou seja, adiar responsabilidades de forma sistemática. Afeta cerca de 25% da população.

Se costuma usar expressões como 'Amanhã trato disto', 'Tenho de... mas antes vou ler os meus e-mails' ou 'Vou deixar para uma altura melhor'.

Analise por que motivo adia tudo.

Na melhor das hipóteses não se trata da tarefa em si mas da forma como a deve abordar. Não pense que 'tem de...' mas que 'vai fazer...'

Anote as suas tarefas e dê prioridades.

Se não consegue concluir a primeira, passe à seguinte, não fique bloqueado.

Defina um horário.

Respeite a ordem estabelecida e dedique o tempo que definiu para cada tarefa. Se for complicada, divida em subtarefas.

O Mundo da Moda e o Meio Ambiente

do Universo Estilo



Com centenas de coleções despejando novas tendências para o ano que vem, os fashionistas são chamados a pensar no que é que suas botas ou seus jeans têm a ver com o futuro do planeta na exposição Eco-Fashion - Going Green, que o Fashion Institute of Technology (FIT), em Nova York, exibe até 13 de novembro. Ela lembra um aspecto da moda invisível nas passarelas e vitrines: o impacto do seu ciclo de produção no meio ambiente.

Eco-Fashion intercala métodos contemporâneos de moda verde (definida como ética) com práticas usadas desde o século 18. Do item mais antigo em exibição, um longo de brocado feito por volta de 1760, a exemplares de coleções deste ano, são cerca de cem peças de vestuário, acessórios e tecidos escolhidas pela curadoria para tocar em temas como extinção de animais, processos de fabricação e reaproveitamento de tecidos, questões trabalhistas e de saúde relacionadas à moda.

Antes uma mercadoria reverenciada, hoje a roupa é, muitas vezes, tida como descartável. Calcula-se que 4 bilhões de pessoas, a parte dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta que pode gastar dinheiro em moda, consumam 250 bilhões de peças/ano. Um volume impossível de ser sustentado se a fast-fashion continuar prevalecendo sobre qualidade, manufatura e durabilidade. Uma das maneiras mais responsáveis de fazer moda ecológica é a reutilização de tecidos.

No caso de um vestido de seda do acervo do FIT e criado por volta de 1840, seu valor está na seda tecida à mão. Para um terno criado em 1960 pela Cifonelli, famosa alfaiataria europeia, usou-se o avesso de um xale com estampa de caxemira. A transformação de echarpes, suéteres e meias em jaquetas ou vestidos do belga Martin Margiela e do malinês Lamine Kouyaté são exemplos mais recentes do que os franceses chamam de "recup" e os anglófonos definem como "upcycle".

Fibras naturais, principalmente o algodão, são cultivadas com enorme quantidade de químicas - uma das primeiras razões para que a necessidade de mudanças começasse a ser reconhecida nos anos 60. O look "natural" dos hippies era associado a ambientalismo e vários elementos do guarda-roupa paz e amor, como tons terrestres, fibras de cânhamo e patchwork, são protótipos da eco-fashion de hoje.

Mas foi-se o tempo que o figurino verde era na base de túnicas e batas largas de pano cru. É possível produzir moda ecologicamente correta sem sacrificar o estilo. Além do algodão orgânico, tecidos produzidos a partir do bambu - que cresce mais rápido e é mais barato para cultivar que o algodão - e lã orgânica - em substituição à de carneiros submetidos a banhos ou injeções de pesticidas - são preferidos por designers como o norueguês Per Åge Sivertsen, o dinamarquês Peter Ingwersen, a americana Eviana Hartman, ou a inglesa Stella McCartney.

O tingimento, que passou a ser feito com tintas sintéticas em meados do século 19, é um grande colaborador na poluição da água e do ar, causando desde irritação na pele a envenenamento por inalação de pó ou gases. Para evitar esses riscos, Eco-Fashion destaca a tecnologia AirDye, que usa ar em vez de água para fazer o corante penetrar nas fibras. Inspirando-se na antiguidade, quando as cores eram extraídas de plantas e animais, a americana Katie Brierley tingiu a seda de um longo que criou no começo deste ano com corante feito a partir da raiz de garaça, planta da mesma família que o café. E a inglesa Jennifer Ambrose usa ervas para tingir toda a sua linha de lingerie.

Crueldade. Cruel para os animais, o uso do couro natural também é nocivo para os humanos. A pele dos bichos é curtida com cromo, metal pesado que não se decompõe na natureza, e sulfetos altamente tóxicos. Mesmo o sal, usado no processo, não tem filtragem fácil e prejudica o ecossistema. Por sua vez, a opção sintética para o couro é produzida com petroquímicos, que também não são biodegradáveis. Uma alternativa sustentável nesse caso é o couro falso de microfibra com que são fabricados os sapatos da americana Charmoné, por exemplo, que tem parte da sua produção feita no Brasil.

Um longo de brim orgânico plantado na Tunísia da etiqueta Edun, fundada pelo roqueiro Bono, e outro criado pelo brasileiro Carlos Miele, de seda com fuxicos feitos pelas mulheres da Cooperativa de Trabalho Artesanal e de Costura da Rocinha (Coopa-Roca), lembram aspectos menos visíveis no alinhamento da moda com a ética e as questões ambientalistas. É o respeito aos trabalhadores dessa indústria globalizada - do cultivo de fibras ao transporte de peças prontas -, e a valorização de ofícios tradicionais como o de costureiras e bordadeiras.

Para desenvolver um padrão de consumo sem desperdícios, os eco-designers apontam ainda o investimento em alta qualidade e produtos duráveis. Moda ecologicamente correta pode seguir o que aconselhava a estilista italiana Elza Schiaparelli (1890-1973) nos seus 12 mandamentos para as mulheres: "Deve-se comprar pouco e só do melhor ou do mais barato."

com informações da Agência Estado.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Adolescentes que usam internet com excesso tem mudanças de humor

do Universo Estilo



Um estudo realizado na Itália revelou que o uso abusivo da internet está causando insônia e depressão nos adolescentes. O alerta serve para os pais que mantêm computadores nos quartos dos filhos ou não acompanham o tempo que eles ficam conectados. De acordo com a pesquisa, os menores ficam em média 6,5 horas conectados e a previsão é de que em 10 ou 20 anos, a quantidade média de sono deve cair.

Na Itália, por exemplo, foi identificado que o aumento de tempo de conexão gerou períodos de instabilidade, queda no desempenho escolar, depressão e mau humor, segundo informou a Sociedade Italiana de Pediatria, após realizar pesquisa com adolescentes e constatar que 68,6% dos entrevistados utilizam a internet sem o controle de adultos.

O estudo da Universdidade chinesa Sun Yat-Sen University, publicado pela revista Archives of Pediatrics & Adolescent levanta o questionamento quanto à adolescentes que passam mais de cinco horas por dia em frente a uma tela de computador, se as novas tecnologias constituem um instrumento a mais para estes adoslecentes isolarem-se ou se representa o contrário. E não para por ai, o último relatório da Fundação de Saúde Mental americana afirma que os adultos que se expõem a este excesso também apresentam patologia como solidão e incapacidade de construir relacionamentos reais.

No Brasil a situação não é diferente. Jovens e crianças não estão preparados para utilizar a Internet, é o que revelou uma pesquisa feita nos últimos dois anos pelo Laboratório de Estudos em Ética nos Meios Eletrônicos (Leeme), da Universidade Mackenzie.

Os pesquisadores do grupo, coordenados por Solange Palma Barros e, no qual, contam com a participação da sócia do Opice Blum Advogados, Juliana Abrusio, foram a campo e, ao entrevistarem 2.039 jovens, entre 11 e 18 anos, descobriram que tanto alunos de escolas privadas, como de escolas públicas, apresentaram-se totalmente suscetíveis aos diversos problemas que ocorrem em função do uso indiscriminado da rede mundial de computadores.

Por se tratar de um universo virtual, a Internet traz uma falsa sensação de anonimato e impunidade, diz a pesquisa. O uso desmedido do universo virtual pelas crianças e adolescentes traz à tona não apenas a questão do comportamento, mas também situações mais preocupantes como a exposição à pornografia, a divulgação indevida da imagem e dados pessoais, a divulgação de boatos, bem como a pedofilia e o uso da Internet para incitar a violência.

Com os resultados em mãos, foram propostas alternativas concretas para a formação dos jovens quanto ao uso construtivo da Internet. Os pesquisadores produziram dois livros voltados para o Ensino Fundamental II e Médio, com o objetivo de relacionar os problemas que acontecem na Internet com a ética e os valores. “Queremos que os jovens assumam uma postura mais crítica e segura no uso da Internet”, afirma Solange Palma Barros, que pretende divulgar as obras nas escolas e, futuramente, lutar pela inserção da disciplina de ética e segurança na Internet no currículo escolar.

Além disso, o Leeme alerta sobre a falta de condições que muitos pais e professores têm para orientar os menores no uso da Internet: “nem todos estão preparados para acompanhar os jovens - que parecem estar anos à frente nas questões tecnológicas”, diz Solange, que ressalta a responsabilidade da escola em assumir o papel de orientador e formador.

Para os pesquisadores, falta responsabilidade no controle do uso da ferramenta eletrônica. “A maior parte dos entrevistados utiliza a Internet sem nenhum adulto por perto, sem nenhum controle ou monitoração”, afirma Solange que também identificou que este uso é feito, em sua maioria, dentro do próprio quarto do jovem. Outro dado colhido pela pesquisa é que 45% dos entrevistados já tiveram medo em algum tipo de acesso que fizeram na rede mundial de computadores. “Este é um dos motivos que nos obriga, acima de tudo, a formar o lado virtual dos jovens cidadãos.prevenindo a ocorrência de problemas on line e minimizando os danos causados pelas diferentes problemáticas associadas à Internet”, diz Solange.

Para o Leeme, formando uma consciência de uso construtivo da Internet gera-se instrução, conhecimento, entretenimento sadio, exaltam-se os valores éticos e pais e educadores se aproximam muito mais das crianças e adolescentes. “Em média as crianças e adolescentes passam 4 horas conectados. Mas o que eles estão deixando de fazer nessas 4 horas? Como ficam as atividades escolares, esportivas, familiares e as responsabilidades que todos os jovens devem ter? Sem dúvida nenhuma, a Internet é uma das maiores invenções da humanidade, mas quando percebemos que seu uso está indo contra às boas relações interpessoais, temos que perceber que algo está errado. Funcionários que são demitidos via e-mail e mães que só conversam com seus filhos através do MSN são exemplos tristes e preocupantes do uso da Internet em nossa sociedade”, finaliza Solange.

Para Juliana Abrusio, que também participa do grupo e é sócia da Opice Blum Advogados, é importante conscientizar pais e escolas sobre as responsabilidades legais a que estão sujeitos ao concederem acesso indiscriminado e sem controle a Internet às crianças e aos adolescentes. "Há decisões judiciais condenando os pais a indenizações por atos ilícitos praticados pelos filhos na internet". Isto deve ser um alerta à atenção redobrada de todos. "Os pais e professores devem contribuir na educação das crianças e dos jovens, especialmente no ambiente da Internet, onde a falta de controle e orientação pode trazer sérios danos, inclusive na esfera judicial", completa Abrusio. Com informações AZ.